foi a lua que deixou

Voltar ao seu nascimento – não via outra saída onde tudo era saída. Cansado decidiu regressar ao próprio umbigo, onde tudo começou. Como?  Na ponte dos sonhos. Não fora um sonho que o gerou? Bastava acompanhar o movimento. E porque acreditava estava inteiro, ou quase, faltava a ponte – se sabia desenhar existia no papel, como as sombras das palavras que se jura estar em pé, e nada mais. Ofereceram-lhe o destino, o outro lado. Mas cada um tem um, todos sabemos, e o seu um?  Fez bom uso de sua posse: seu poder: mandou roubar. No escuro da noite a lua queria paz e deixou que a levassem. Ele deu o primeiro passo e fez a espera repetir os outros mais. Espectadores, aprendizes, candidatos atentos, fixos ao que chamariam de mapa, e assim cegados já estavam, mas não sabiam, estavam também dentro do umbigo. Aconteceu um crime.

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