Não resiste

às vezes Marrenta queria ficar brava com Deus por Ele tê-la feito assim, meio sem jeito, de um jeito que ela não queria, que poderia ser bem melhor… poderia ter se esforçado mais.

de cedo levantava-se da cama lembrando dos sonhos, onde ela já havia planejado tudo o que faria quando acordasse.

e começava,

andava para um lado, pegava uma coisa, andava para outro, deixava aquela e pegava outra; fazendo, pegando e deixando coisas.

só que aí Deus a chamava, e ela não resistia, olhava.

sabe o que Ele fazia?

pintava lá no céu um alaranjado escuro e forte (bem da cor daquela saia que ela tanto gosta), depois punha em volta, um azul de um tom que eu não sei o nome, aí, enquanto com uma mão Ele mudava os tons de laranja (fazendo parecer até um rosa! cor daquela camisa apreciada), com a outra, Ele ia colocando o azul de fora para dentro também. e na hora que acrescentava um toque de amarelo brilhante nisso tudo, ela se entregava, e sorria.

resolveu chamar o ‘isso’ de sol  !!

definindo, pontuando, contornando e esbanjando sua bondade com Marrenta, nesse nome,

que ela, não resistia,

não resiste, porque Ele ainda faz isso.

Gerusa Pedreira e Silva

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