Esguicho

De tão seca que era,

tão molhada não se aguentou,

esguichou.

Se aos poucos

aquelas vozes teimosamente vivas

sussurrassem os dizeres carecidos,

a lua lhe sorriria por um bocado,

o lápis dançaria no papel,

evitando,

empurrando a disparar sabe-se para onde

a decoreba, cantoria pingante.

Acandurado o sol,

despede o ocaso para lhe fazer companhia,

desde antes não sei de quando.

Incontida,

sua pele em fagulha de fogo,

incandesceia e esguicha de novo e tudo de novo.

Gerusa Pedreira e Silva

 

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