Apego

Ma-ria, uma menina bem felizeira falava o que pensava, pensava o que falava, chamando pra si um a um, distribuía sementes de apego. As sementes cresciam, precisando aguamente da companhia daquela menina. Ela seguia em frente, às vezes olhava para trás, sorria e só.

Mari-a, uma menina bem arvoreira ouvia atentamente o que falavam, acolhendo em si sementes de apego. As sementes cresciam, precisando do exoclaro sol que ela escondia. A menina continuava lá no mesmo lugar – velando – no escuro de sua sombridade.

Maria, uma menina bem vaideira falava quando achava que devia, ouvia quando achava que não devia. Suas sementes de apego eram embaladas magnicissimamente para seus amigos e, os não-amigos recebiam as cascas secas que o vento soprava. Uma maria.

Três Marias, com as mesmas letras, mesmas sementes.

Ma-ria (rasocumenta) achava o apego pesado demais. Viandante carregava sempre pouca bagagem.
Mari-a (monocor) achava que o apego podia enfeitiçá-la. Pedrável tornou-se, sempre certa estar de si.
Maria vi-via (neoimensa). Com desassossegos e cheia de apegos.

Imagine só! quem sabe um dia as três se encontraram …
Gerusa Pedreira e Silva

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