A dor do vazio

Vi uma cena que me incomodou.

Uma daquelas que a imagem fala direto com seu senso de ser gente.

Era uma criança chorando…

deitada em seu colchão estendido no chão duro e gelado.

O choro não era inventado. Era involuntário, incontrolável.

Qual a razão ?

A dor do vazio.

Sabia que sua mãe despediu-se para não mais voltar.

Abandonada, desamparada ficou.

De onde vinha tamanha certeza do veredicto ?

Não era a primeira vez.

A fraqueza da criança foi gerada da fraqueza da mãe.

Uma gestação de desprazer.

Onde a esperança habitava apenas do lado de dentro,

oculto.

À luz, a realidade que a todo instante precisa ser deslembrada.

E eu,

chorei com a alma.

Gerusa Pedreira e Silva

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