O mesmo

Quem é que gosta do mesmo sempre ?

Queremos coisas diferentes,

que nos fazem brilhar os olhos,

respirar mais fundo, desejar, vibrar.

Só que o diferente só aparece porque o mesmo está sempre ali.

Um depende do outro para existir, ou para ser percebido.

Assim como a luz só aparece em contraste com a escuridão.

O que de fato queremos só é conseguido com o esforço diário, do mesmo.

E o prazer de tê-lo conseguido brota quando de repente acontece o diferente.

Até nisso há ambigüidade.

Que riqueza !

Será por isso que os jovens são

aspiração para os mais novos

e inspiração para os mais velhos ?

Superar barreiras em seu engajar, valer-se do improviso.

Tornar o tempo eterno, na ânsia do experimentar.

Direito de ser ambíguo : usar do mesmo e do diferente.

Gerusa Pedreira e Silva

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