Nem sempre dá tempo

O destino já pode ser visto.

É que praticamente metade da estrada ficou para trás.

As sandálias estão gastas,

e novas já não podem mais ficar.

Importante agora, é olhar para frente.

Desenhar um caminho parece ser bem menos arriscado.

Apesar da saudade do que para trás ficou,

posso descobrir um outro prazer.

O prazer de saber que cada dia é uma vitória !

Cada deitar ao escuro da noite é a certeza de um dia vivido.

Sim, vivido.

O cansaço que me espera não é motivo de desânimo, pelo contrário,

é a possibilidade de experimentá-lo que me impulsiona.

E agora, preciso acelerar os passos.

O ritmo da estrada é sabido por todos que nela estão,

mas como há tantos todos nessa mesma estrada,

o trânsito me atrasa, então, preciso acelerar.

Nem sempre dá tempo.

Gerusa Pedreira e Silva

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